terça-feira, 30 de julho de 2013

PONTO FINAL

Finalmente, parece que consegui cumprir minha promessa. O nosso tempo acabou, aliás o teu tempo acabou. Encerrou-se uma era. Fechou-se um ciclo. E sim, eu continuo viva e porque não dizer bem melhor agora.
Agora eu entendi que o coração mora em um lugar nem sempre por opção, às vezes ele mora por falta de opção, se acomodando ao que pensa ser tudo quando na verdade não é lá muita coisa. E o pior é que, na maioria das vezes, ele é teimoso por achar que está certo, mas na verdade está insistindo no erro.
Não me leve à mal, mas eu nunca me senti tão bem na minha vida, tão bem sem você. Estou bem porque agora já não vivo de esperas, vivo de urgências; agora as músicas fazem sentido, os abraços são reais e as esperas tem um prazo definido.
E antes de mais nada, deixe-me dizer-lhe: Não, eu não troquei você. Na verdade eu nunca lhe possui, e só agora me dei conta disso, talvez porque tenha, justamente agora, percebido que meu mundo não tinha como girar ao redor do teu por muito tempo, que eu não era seu sonho e, por incrível que posso parecer, você não era o meu - apesar de eu ter acreditado nisso por anos.
Hoje eu estou me sentindo como uma criança que só percebeu como a boneca antiga estava feia, suja e maltrapilha quando ganhou uma nova. E antes que me acusem: Não se trata de não dar valor à boa e velha boneca, se trata de visão restabelecida, de ser conquistada por algo irremediavelmente melhor.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Hoje eu me peguei desejando uma bolha que fizesse de uma parte de mim algo totalmente isolado do resto do mundo. Eu queria poder guardar certas coisas pra mim, me guardando de críticas, problemas e dificuldades. Mas ai, acabei me perguntando e porque tudo o que está fora importa tanto? Afinal, além de Deus, minha prioridade sou eu, e minha felicidade. De certa forma, eu posso construir essa bolha quando decido por me fazer feliz sem importar que o mundo caia ao meu redor.

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Ela acreditava em contos de fadas, e por acreditar eles se tornavam realidade. Vivia rodeada de fadas, príncipes encantados, bruxas más, cinderelas, lobos-maus e ogros. Com o tempo ela foi se desencantando dos príncipes encantados, se decepcionou com as cinderelas e fadas, rompeu com os súditos e com a realeza e fez-se não mais princesa. Saiu do castelo, atolou os sapatinhos na lama, molhou os cabelos na chuva, dormiu sozinha na floresta, conheceu pessoas além daquele mundinho, decepcionou todo aquele mundo, mas continuou sujando os pés na lama, molhando os cabelos na chuva, dormindo sozinha na floresta, pois isso a fazia sentir liberta, livre dos estereótipos, dos quadros em que a haviam posto, tudo isso lhe dizia aos ouvidos: você pode ser quem quiser, inclusive você mesma!
Então ela não precisou ser a princesa salva da morte pelo príncipe encantado; nem tampouco a plebeia que conquistou o príncipe; ou a princesa que achou graça ao lado do ogro; ou ainda a que se apaixonou pelo lobo-mau.
Ela dizia que muitas histórias já haviam sido escritas e que não precisava se enquadrar em nenhuma delas; ela queria uma nova história, ainda que com príncipes, ogros ou lobos...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Independência ou morte!


Então a gente fica assim: eu vou seguindo meu caminho, vou fazendo minha história, longe de imaginar que eu preciso realmente de você, distante da ideia de ser incompleta, de ser só metade.
Vou seguindo com o coração em paz, na paz de alguém a quem a vida soube ensinar a duras penas, mas finalmente ensinou! Ensinou que sentimento bom é sentimento dado, que minha felicidade não depende de você e de ninguém mais.
A vida me ensinou que eu tenho que escolher meus caminhos, e a responsabilidade sobre a minha vida é somente minha, afinal, na velhice será do meu riso ou da falta dele que sobrevirá a falta ou a presença de arrependimentos.
Eu vivi aflita com esse medo de me arrepender, mas hoje eu tenho uma certeza: eu fiz de tudo que podia, eu fui honesta comigo mesma em todo o tempo, eu não neguei meus sentimentos a mim mesma, eu me permiti sentir o quanto pude e até um pouco mais... mas hoje cheguei à conclusão que certas coisas, simplesmente não são para ser.
Isso não é uma declaração de desistência, e sim um atrevido voto de insistência. Insistência em viver, em ser livre, em ser feliz... Essa sou eu insistindo em não me tornar dependente do que não sabe me ter em dependência.

terça-feira, 26 de março de 2013

E se faltar paixão...

E no final, a gente entende que toda a vida só depende de uma coisa: o quanto de paixão a gente tem em cada canto de nós.
Alguns mais românticos poderão querer protestar contra a paixão, afirmando ser o amor mais importante. Não nego a importância suprema do amor, afinal o amor é o que nós somos. Mas parece-me triste um amor sem paixão. Na minha humilde opinião a paixão é a chama que faz o amor viver. É possível amar sem paixão, mas aí o amor se torna frio, se torna miúdo, se torna repleto de mesmice.
Pois bem, voltando à ideia inicial: tudo na vida exige paixão, e o quantum de paixão em cada pedaço da nossa vida define quem somos.
Nós insistimos em acalentar os maiores sonhos do mundo e muitas vezes paramos diante de qualquer empecilho, simplesmente por não termos paixão suficiente. A paixão nada teme, a paixão passa por cima como um rolo compressor, e ela não deixa esse sonho morrer, por mais que o tempo passe, por mais que a gente se acostume com a ideia de apenas sonhar, a paixão continua nos incitando a sonhar e a viver.
As paixões que temos define quem somos: a gente conhece o cara mais lindo do mundo, o perfeito, inteligente, sincero, mas a gente não se apaixona por ele. E aí, será que dá pra insistir em viver sem paixão? Porque lá no fundo o que desperta a nossa paixão é aquele cara feio, esquisito, que já nos fez chorar milhões de vezes, mas a gente é apaixonada por ele... fazer o que?
A gente tem o emprego dos sonhos de 10 em cada 10 pessoas, mas a cada dia fica mais difícil levantar da cama quando pensamos naquele lugar, naquelas pessoas, naquele trabalho. Falta paixão meu caro e nem um aumento de 100% no teu salário vai resolver esse problema.
Que fique claro: a paixão da qual falo é recheada de amor, é baseada no amor, não é autônoma. Ela vive com, pelo e para o amor.
É incrível a maneira como certas coisas são conservadas em nós mesmo quando tudo parece querer arrancá-las; é linda a maneira como certas aspirações permanecem apesar de todas as conspirações.
Certos sonhos serão sempre vivos apesar de todas as tentativas de destrui-los; certos suspiros sempre terão as mesmas causas e sempre existirão, mesmo que nos falte fôlego diante das desilusões.
É isso, meu caro, certas coisas, mesmo que você tente, sempre vão te fazer vibrar, sonhar, suspirar, ficar boquiaberto...
Talvez, e sinceramente, talvez, essas coisas sejam o que alguns chamam de sonhos de uma vida. Eles nunca vão morrer, pelo contrário vão te fazer viver.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

E chega um momento em que a gente percebe que está levando a vida do jeito que acha que deve, sem parar pra pensar, sem se perguntar se tá valendo a pena, sem dar muita importância à pessoa mais importante em tudo isso: nós mesmos.
A gente se dá aos outros, a gente se dá a um objetivo que talvez nem seja nosso, a gente se desfaz em 20 e tem que tá refeita de novo logo depois, sem se perguntar se pelo menos uma dessas 20 fez o que realmente queria fazer.
A gente vai passando pela vida em busca de certos ideiais e acaba percebendo que o ideal maior foi deixado pra trás a muito tempo.
Então a gente se vê lutando por obrigação, amando por compaixão, sonhando por desespero, caminhando sem rumo só pra não ficar parada mesmo, mas sem a menor intenção de chegar - simplesmente por não saber mais aonde se quer ir.