sexta-feira, 16 de março de 2012

Saudades de mim


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Nesse tempo era tudo mais fácil. Eu não precisa explicar o riso, não queria entender o motivo se ele não surgisse, não era tão complicado saber os "porquês", os "comos", aliás, eles nem sequer existiam. Nesse tempo eu podia me esparramar na preguiçosa sem nem um pouco de dor na consciência pelo que me falta pra fazer. Nesse tempo muitas dores não existiam; a saudade não doía tanto e tão prolongadamente; certas sensações não me atacavam e lágrimas só rolavam se a bicicleta me levasse ao chão.
Nesse tempo era tudo mais simples, sentimentos eram mais verdadeiros. Nesse tempo eu sabia dizer o que sentia, até porque sentir era mais fácil. Eu sentia dor, então chorava; sentia fome, pedia comida; sentia saudade, procurava pela mãe...
Hoje eu me pego sem poder dizer das saudades que sinto sem querer sentir; da dor que me dói não sei porque; da mágoa que tenho vergonha de expressar; da dor que reluto em admitir.
Enfim, tudo era mais fácil quando dizer meu primeiro nome (ainda que difícil) dizia quem eu era, agora, ninguém (nem eu mesmo) se contenta com ele. E sinceramente, às vezes eu sei pouquíssima coisa além dele...

Timaretha de Oliveira em "sentindo saudades de mim" em Março de 2012.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Varanda.

Sabe quando, do alto de uma varanda, você observa uma avenida movimentada? Assim, você consegue ver cada pessoa que passa, analisar seus movimentos, observar seus gestos... tudo de longe, devidamente afastado para conseguir ver tudo, sem pressa, e do seu ponto de vista.
Lá na varanda, você pode sentar, pode sentir o vento tocar seu rosto e ter aquela sensação de que ninguém vai te incomodar, ninguém vai te remover desse estado de paz e liberdade.
Da varanda, você não respira a fumaça dos carros que passam na avenida, o distanciamento torna-se apropriado para você respirar perfeitamente, e esse ar puro te propicia viver melhor, pensar melhor, analisar melhor.
É assim que eu estou me sentindo ultimamente, ando sem vontade de descer para a rua, estou aqui na varanda, olhando quem passa, vendo quem me dá um “tchau” ou um “olá”. Aqui em cima dá pra ver melhor cada um que passa e é como se eles não pudessem me ver, se eu os observasse secretamente enquanto eles pensam que estão sozinhos.
É aqui, na varanda, que eu me refugio de vez em quando, pra respirar um ar puro, ver o mundo do meu ponto de vista e pensar, só pensar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ou isto ou aquilo?

É, às vezes me faltam palavras, e essa falta não é uma falta comum. Faltam-me palavras por excesso de sentimentos, de pensamentos, de conflitos. Tudo isso se transforma em um turbilhão que me retira o entendimento, a capacidade de racionalizar em palavras o que sinto. Racionalizar talvez seja querer demais, pois quem escreve nada tem de racional, nada pode querer ter de racional, porque a razão quase sempre é desprovida de explicações para quem quer entender a vida. Mas agora eu preciso de um sentimento minimamente racional, talvez ele me ajuda a pôr em ordem aquilo que se conflita dentro de mim. São misturas de amor, ódio, desesperança, decepção, uma vontade enorme de gritar e outra talvez maior, de simplesmente calar e ignorar o mundo, lucidez e desespero, sonho e pouca disposição em realizá-lo...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Crônica do Amor

"Por que você ama quem você ama? Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário as honestas, simpáticas e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, você adora implicar com ela e ela adora brigar com você. Isso tem nome. Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.É bonito. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu inteligente + você linda = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!"

Arnaldo Jabor

Tudo que eu quero.

Porque quando a gente menos espera alguém já invadiu nossa vida, encheu nosso coração, não deixando espaço para mais ninguém, e é nessa pessoa que a gente pensa todos os dias ao acordar e antes de dormir, é o sorriso dela que a gente quer ver, é na alegria dela que a gente pensa. Esse alguém surgiu do nada, como num passe de mágicas e como numa mágica, a vida se encheu de cor.
E por esse alguém a gente chora, sofre, se angustia, se enraivece, pensando nele a gente trinca os dentes de raiva e fecha os olhos de saudade. E às vezes, ele faz o coração bater tão forte que a gente teme que ele saia pela boca ou que pare de tão cansado. E por esse alguém a gente espera, a gente vive, a gente sofre. Por ele, a gente tem a sensação de que tudo valeria à pena, até as lágrimas mais doloridas da vida.
E então, se torna impossível dizer um não, se torna impossível não sorrir junto, se torna impossível desejar mais alguém, se torna impossível não desejar abraçá-lo, se torna impossível esquecer.
E a gente passa a desejar o sorriso dele todos os segundos do dia, a querer o abraço como se nele houvesse vida.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Só sentir

E a verdade que se extrai de minhas entranhas é que eu realmente nunca imaginei que isso existisse de fato.
Nunca pensei que existisse algo tão forte, tão incontrolável.
Sentimento que me aperta o peito, embarga a voz e muda meu humor como num passe de mágicas.
E eu fico aqui, louca, querendo gritar, ou querendo ao menos só falar baixinho.
Mas nada sai.
Só sei sentir. Queria controlar, queria te expulsar, queria esquecer, mas só sei sentir.
E sentir, às vezes dói. Às vezes sufoca, entala, paralisa, estristece, rouba o ânimo. Sentir às vezes queima, arde, fere.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Make You Feel My Love

When the rain
Is blowing in your face
And the whole world
Is on your case
I could offer you
A warm embrace
To make you feel my love

When the evening shadows
And the stars appear
And there is no one there
To dry your tears
I could hold you
For a million years
To make you feel my love

I know you
Haven't made
Your mind up yet
But I would never
Do you wrong
I've known it
From the moment
That we met
No doubt in my mind
Where you belong

I'd go hungry
I'd go black and blue
I'd go crawling
Down the avenue
No, there's nothing
That I wouldn't do
To make you feel my love

The storms are raging
On the rolling sea
And on the highway of regret
Though winds of change
Are throwing wild and free
You ain't seen nothing
Like me yet

I could make you happy
Make your dreams come true
Nothing that I wouldn't do
Go to the ends
Of the Earth for you
To make you feel my love

Fazer Você Sentir Meu Amor

Quando a chuva
Está soprando no seu rosto
E o mundo todo
Depender de você
Eu poderia te oferecer
Um abraço caloroso
Para fazer você sentir o meu amor

Quando as sombras da noite
E as estrelas aparecerem
E não houver ninguém lá
Para secar suas lágrimas
Eu poderia segurar você
Por um milhão de anos
Para fazer você sentir o meu amor

Eu sei que você
Não se
Decidiu ainda
Mas eu nunca
Te faria nada de errado
Eu já sei que
Desde o momento
Que nos conhecemos
Não há dúvida na minha mente
De aonde você pertence

Eu passaria fome
Eu ficaria triste e deprimida
Eu iria me arrastando
Avenida a baixo
Não, não há nada
Que eu não faria
Para fazer você sentir o meu amor

As tempestades estão violentas
Sobre o mar revolto
E sobre o caminho do arrependimento
Embora ventos de mudança
Estejam trazendo entusiasmo e liberdade
Você ainda não viu nada
Como eu

Eu poderia fazer você feliz
Fazer os seus sonhos se tornarem reais
Nada que eu não faria
Vou ao fim
Da Terra por você
Para fazer você sentir o meu amor