O tempo seca a beleza.
seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
desunido para sempre
como as areias nas águas.
O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias.
O tempo seca o desejo
e suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
vestígio do musgo humano,
na densa turfa mortuária.
Esperarei pelo tempo
com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
não na terra, Amor-Perfeito,
num tempo depois das almas.
Cecília Meireles (Poetisa brasileira, 1901-1964)
Essencial é a liberdade de expressar quem sou, de me desvendar, de viver a vida como ela é, sem esquecer de tentar mudar um pouco aqui ou ali. Essencial é amar, sem escolher, sem entender, só amar. Essencial é a esperança, que pode fazer um enlutado ter coragem de tentar tudo de novo. Essencial é a fé, que me faz crer em algo que não posso ver, mas que sinto Seu agir em meu ser. Essencial é ser chamado de louco, mas mesmo assim não desistir de sonhar, de amar, de ser diferente, de viver.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Florbela Espanca
Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho,
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura do linho
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho,
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura do linho
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
MEU MUNDO
Sinto-me uma estranha nesse meu mundo em que nada me pertence.
Não consigo identificar nada como sendo meu, nada me é próprio.
Essas pessoas passam por mim e nada deixam, nada levam...
Apenas passam.
São estranhas, diferentes.
Essa não é minha casa, esse não é meu sonho, esse não é meu lugar.
Eu deveria estar longe,
Voando nas asas do vento ou talvez indo contra o vento.
Não importa para onde, contanto que esteja no meu mundo.
Na verdade, andei buscando o que não deveria buscar.
Luto pelo que não desejo.
Sonho só por sonhar... para não perder a prática.
Vivo uma vida que não é minha.
Esse, definitivamente não é meu mundo.
Eu tenho várias classes de sonhos:
Tenho sonhos deste mundo sem graça,
Mas o que sonho mesmo são os sonhos dos meus sonhos.
O excrucitante é ver-me presa neste mundo, neste sonho mal sonhado.
Quero fugir, quero alguém que me rapte.
Quero só uma oportunidade de escapar daqui.
Quero encontrar meu mundo, minha realidade.
Cansei de destinos anteriormente traçados.
Quero me perder, esse é o meu caminho.
Quero ir aonde nunca fui, quero ir aonde nem saberei onde estou.
Quero flanar por este mundo, quero sentir o vento em meu rosto.
Quero sentir, tocar, cantar, chorar, amar, sofrer,
Quero o queijo, quero a fome.
Quero liberdade, quero alguém que me aprisione.
Quero rir e chorar ao mesmo tempo.
Quero tudo e quero nada.
Quero bem mais que liberdade.
Quero me perder para me encontrar.
Quero encontrar meu mundo, meu lugar.
Timaretha de Oliveira
Cedro, Ceará. 21/09/2010, ÀS 00:32H
Não consigo identificar nada como sendo meu, nada me é próprio.
Essas pessoas passam por mim e nada deixam, nada levam...
Apenas passam.
São estranhas, diferentes.
Essa não é minha casa, esse não é meu sonho, esse não é meu lugar.
Eu deveria estar longe,
Voando nas asas do vento ou talvez indo contra o vento.
Não importa para onde, contanto que esteja no meu mundo.
Na verdade, andei buscando o que não deveria buscar.
Luto pelo que não desejo.
Sonho só por sonhar... para não perder a prática.
Vivo uma vida que não é minha.
Esse, definitivamente não é meu mundo.
Eu tenho várias classes de sonhos:
Tenho sonhos deste mundo sem graça,
Mas o que sonho mesmo são os sonhos dos meus sonhos.
O excrucitante é ver-me presa neste mundo, neste sonho mal sonhado.
Quero fugir, quero alguém que me rapte.
Quero só uma oportunidade de escapar daqui.
Quero encontrar meu mundo, minha realidade.
Cansei de destinos anteriormente traçados.
Quero me perder, esse é o meu caminho.
Quero ir aonde nunca fui, quero ir aonde nem saberei onde estou.
Quero flanar por este mundo, quero sentir o vento em meu rosto.
Quero sentir, tocar, cantar, chorar, amar, sofrer,
Quero o queijo, quero a fome.
Quero liberdade, quero alguém que me aprisione.
Quero rir e chorar ao mesmo tempo.
Quero tudo e quero nada.
Quero bem mais que liberdade.
Quero me perder para me encontrar.
Quero encontrar meu mundo, meu lugar.
Timaretha de Oliveira
Cedro, Ceará. 21/09/2010, ÀS 00:32H
Instável!
Definitivamente, a vida de gente grande não é fácil. A gente passa infância e adolescência inteiras torcendo para que chegue a vida adulta, mas quando chegamos aqui desejamos ardentemente poder ter a simplicidade da infância, tudo é tão mais fácil, os maiores problemas são as notas da escola ou os colegas insuportáveis.
Hoje, mesmo não sendo tão adulta assim eu sinto a cada dia a seriedade da vida, a dureza de dias que perderam as brincadeiras, os banhos no quintal, os domingos na casa dos avôs, os passeios da escola, e tantas outras coisas que um dia tornaram a vida mais leve.
A mesmice de dias que outrora tão indesejada, hoje, às vezes se torna necessária. Quando acontecimentos sérios demais chegam a tomar a leveza, a normalidade, a levar a paz e a sensação de estabilidade, eu queria poder me esconder na simplicidade da infância. Talvez essa seja a palavra: estabilidade. Isso é o que se perde totalmente na adolescência. Até então tudo parece ser eterno: o carinho dos pais, os “velhos”, mas não tão velhos amigos de infância, o se dar bem na escola, a simplicidade das escolhas, etc. O chão é bem mais firme.
Hoje parece que tudo está bem mais propenso a mudar de uma hora pra outra, o seu mundo pode ruir a qualquer instante. De uma hora para outra você já não tem um grande amigo, ele se foi, mesmo que o telefone dele continue no seu celular, você nunca mais poderá escutar sua voz.
Quando você cresce, invés de estudar matemática, português, história e tal, você tem que escolher uma coisa só, e o pior, terá agüentar a inveja e o arrependimento de ver gente que está onde você queria estar, mas você não chegou lá, talvez por escolher errado, talvez por incompetência (pra você, porque na verdade, todo mundo sabe que aquilo é coisa pra “gênio”).
Depois que a gente cresce, os amores duram mais, às vezes podem ser intermináveis, imortais (só eles são imortais, a gente morre por causa deles). A memória, para os amores, fica indestrutível. E o mais interessante: sempre aparece alguém que todo mundo (e até seu bom senso) diz que “seria perfeito”, mas (ah na vida adulta, tem sempre um mais) ele não é como o seu amor.
Dizem que crianças são medrosas, mas sinceramente, eu preferia meu medo da loira do banheiro, ao medo idiota que tenho hoje de nunca conseguir ser amada por ele. Adultos, sim são medrosos, medo do desemprego, medo de não passar no vestibular ou no concurso, medo de não amar, medo de amar demais, medo de não ser amado, medo de ter filho, medo de não ter filho, medo de adoecer...
Tudo isso, sem falar nas cobranças, na verdade, ninguém nunca está satisfeito com você, não importa o que você faça, sempre vai haver alguém pra te reprovar. Todo mundo sempre te cobra entrar numa boa faculdade, quando você entra o curso é fraco, os salários são baixos, a faculdade é particular (todo mundo passa, não tem nome) ou é pública (desorganizada, nunca tem aula). Na verdade, você tem que descobrir bem cedo quem você é, o que você quer e o quanto quer, aí fica mais fácil de enfrentar o mundo, mas a má notícia é que isso é tão complicado às vezes.
É engraçado como até a adolescência, a gente tem a impressão que tudo é pra sempre, parece que nossos amigos estarão ali eternamente, brigas mesmo recorrentes são tão contornáveis. Mas quanto mais o tempo passa mais difícil fica conservar amigos: são mais sapos a engolir; cabeças bagunçadas (muitas vezes até mais que a sua) pra tentar entender; defeitos que você tem que perdoar; ações que te entristecem, mas você tem que saber que aquilo talvez não tenha significado nada pra ele ou ela; amizade que vira paixão; paixão que virá só amizade; e o pior, parece que todo dia tem alguém dizendo “adeus”. Todo ano alguém entra na faculdade e, é claro, longe daqui; de vez em quando alguém arruma um emprego na “baixa funda”; algumas amizades simplesmente se perdem no tempo,e você tem que, simplesmente, se conformar, aquela pessoa presente em todas as suas fotos antigas, agora nem fala contigo quando te vê pelas ruas; outras presente em tuas festas e fotos nem tão antigas assim agora nem tem mais teu telefone; pessoas que um dia você pensou que morreria se não pudesse falar com ela pelo menos uma vez na semana, agora você passa de mês sem ver e mal percebe.
Hoje, mesmo não sendo tão adulta assim eu sinto a cada dia a seriedade da vida, a dureza de dias que perderam as brincadeiras, os banhos no quintal, os domingos na casa dos avôs, os passeios da escola, e tantas outras coisas que um dia tornaram a vida mais leve.
A mesmice de dias que outrora tão indesejada, hoje, às vezes se torna necessária. Quando acontecimentos sérios demais chegam a tomar a leveza, a normalidade, a levar a paz e a sensação de estabilidade, eu queria poder me esconder na simplicidade da infância. Talvez essa seja a palavra: estabilidade. Isso é o que se perde totalmente na adolescência. Até então tudo parece ser eterno: o carinho dos pais, os “velhos”, mas não tão velhos amigos de infância, o se dar bem na escola, a simplicidade das escolhas, etc. O chão é bem mais firme.
Hoje parece que tudo está bem mais propenso a mudar de uma hora pra outra, o seu mundo pode ruir a qualquer instante. De uma hora para outra você já não tem um grande amigo, ele se foi, mesmo que o telefone dele continue no seu celular, você nunca mais poderá escutar sua voz.
Quando você cresce, invés de estudar matemática, português, história e tal, você tem que escolher uma coisa só, e o pior, terá agüentar a inveja e o arrependimento de ver gente que está onde você queria estar, mas você não chegou lá, talvez por escolher errado, talvez por incompetência (pra você, porque na verdade, todo mundo sabe que aquilo é coisa pra “gênio”).
Depois que a gente cresce, os amores duram mais, às vezes podem ser intermináveis, imortais (só eles são imortais, a gente morre por causa deles). A memória, para os amores, fica indestrutível. E o mais interessante: sempre aparece alguém que todo mundo (e até seu bom senso) diz que “seria perfeito”, mas (ah na vida adulta, tem sempre um mais) ele não é como o seu amor.
Dizem que crianças são medrosas, mas sinceramente, eu preferia meu medo da loira do banheiro, ao medo idiota que tenho hoje de nunca conseguir ser amada por ele. Adultos, sim são medrosos, medo do desemprego, medo de não passar no vestibular ou no concurso, medo de não amar, medo de amar demais, medo de não ser amado, medo de ter filho, medo de não ter filho, medo de adoecer...
Tudo isso, sem falar nas cobranças, na verdade, ninguém nunca está satisfeito com você, não importa o que você faça, sempre vai haver alguém pra te reprovar. Todo mundo sempre te cobra entrar numa boa faculdade, quando você entra o curso é fraco, os salários são baixos, a faculdade é particular (todo mundo passa, não tem nome) ou é pública (desorganizada, nunca tem aula). Na verdade, você tem que descobrir bem cedo quem você é, o que você quer e o quanto quer, aí fica mais fácil de enfrentar o mundo, mas a má notícia é que isso é tão complicado às vezes.
É engraçado como até a adolescência, a gente tem a impressão que tudo é pra sempre, parece que nossos amigos estarão ali eternamente, brigas mesmo recorrentes são tão contornáveis. Mas quanto mais o tempo passa mais difícil fica conservar amigos: são mais sapos a engolir; cabeças bagunçadas (muitas vezes até mais que a sua) pra tentar entender; defeitos que você tem que perdoar; ações que te entristecem, mas você tem que saber que aquilo talvez não tenha significado nada pra ele ou ela; amizade que vira paixão; paixão que virá só amizade; e o pior, parece que todo dia tem alguém dizendo “adeus”. Todo ano alguém entra na faculdade e, é claro, longe daqui; de vez em quando alguém arruma um emprego na “baixa funda”; algumas amizades simplesmente se perdem no tempo,e você tem que, simplesmente, se conformar, aquela pessoa presente em todas as suas fotos antigas, agora nem fala contigo quando te vê pelas ruas; outras presente em tuas festas e fotos nem tão antigas assim agora nem tem mais teu telefone; pessoas que um dia você pensou que morreria se não pudesse falar com ela pelo menos uma vez na semana, agora você passa de mês sem ver e mal percebe.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
DIÁRIO: Suficiente!
Estou aqui e tenho passado por tanta coisa... Tenho aprendido de mim, de tentação, de lutas e provações, tenho visto em mim essa luta entre carne e espírito, tenho visto minha alma se dividir entre santidade e pecado, vida e morte, Deus e o diabo. É fácil entender quando alguém diz, mas só quando sinto em mim posso entender de verdade.
Ás vezes parece tão fácil desistir de tudo, se deixar cair e entregar os pontos, dói, tem algo em mim que não suporta mais, cansei de esperar, as lutas tiraram minha força e como Jesus na cruz eu tenho outra opção, eu posso simplesmente desistir de tentar vencer. E eu que pensava que essas coisas só aconteciam com os outros, agora estou aqui chorando de necessidade, de fraqueza. E já nem posso pôr a culpa em Adão, afinal Jesus me deu outra chance. Agora entendo a parábola dos dois caminhos, eu até posso sentir minha carne me puxar para o caminho largo, lá tem tantas coisas, tanto prazer... mas com mais um pouco de esforço, luto para erguer os olhos e contemplar um homem com as mãos furadas no fim de um caminho apertado e espinhoso, esse homem me
espera com os braços abertos e eu sinto (mesmo sem saber explicar como) que Ele tem tanta paz pra mim, tanto amor, tanta felicidade. Sabe, isso deve ser o que chamam de fé, Ele está longe, mas eu posso sentí-Lo perto, falando aos meus ouvidos, esforçando meus pés, me chamando com Sua doce voz e me prometendo uma vida diferente, algo mais, algo que nada desse mundo pode me dar, me prometendo Sua presença, seu amor...
E isso parece me encher de vida, de esperança, de forças...
Isso me é suficiente.
Ás vezes parece tão fácil desistir de tudo, se deixar cair e entregar os pontos, dói, tem algo em mim que não suporta mais, cansei de esperar, as lutas tiraram minha força e como Jesus na cruz eu tenho outra opção, eu posso simplesmente desistir de tentar vencer. E eu que pensava que essas coisas só aconteciam com os outros, agora estou aqui chorando de necessidade, de fraqueza. E já nem posso pôr a culpa em Adão, afinal Jesus me deu outra chance. Agora entendo a parábola dos dois caminhos, eu até posso sentir minha carne me puxar para o caminho largo, lá tem tantas coisas, tanto prazer... mas com mais um pouco de esforço, luto para erguer os olhos e contemplar um homem com as mãos furadas no fim de um caminho apertado e espinhoso, esse homem me
espera com os braços abertos e eu sinto (mesmo sem saber explicar como) que Ele tem tanta paz pra mim, tanto amor, tanta felicidade. Sabe, isso deve ser o que chamam de fé, Ele está longe, mas eu posso sentí-Lo perto, falando aos meus ouvidos, esforçando meus pés, me chamando com Sua doce voz e me prometendo uma vida diferente, algo mais, algo que nada desse mundo pode me dar, me prometendo Sua presença, seu amor...
E isso parece me encher de vida, de esperança, de forças...
Isso me é suficiente.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Quando Digo, “Sou Cristão” – por Carol Wimmer
Quando digo que sou cristão
Não estou gritando “sou salvo”
Mas sussurrando “estou perdido”
“E por isso escolhi este caminho”
Quando digo que sou cristão
Não digo isso com orgulho
Mas estou confessando que caio
E preciso de alguém como guia
Quando digo que sou cristão
Não estou tentando ser forte
Mas declarando que sou fraco
E oro por força para continuar
Quando digo que sou cristão
Não me vanglorio de sucesso
Ao contrário, admito que falhei
E nunca poderei pagar a dívida
Quando digo que sou cristão
Não afirmo ser perfeito
Minhas faltas são óbvias
Deus, porém, me considera digno
Quando digo que sou cristão
Ainda sinto a dor arder
Tenho eu mesmo minhas melancolias
E é por isso que busco Seu nome
Quando digo que sou cristão
Não desejo julgar
Não tenho tal autoridade
Sei apenas que sou amado.
_________________________________________________________________________________
Esse poema expressa muito a bem a sensação que tenho sobre o cristianismo, ao contrário do que muitos pensam (inclusive, cristãos!) não existe super-cristão. Estamos todos no mesmo mar, somos cheios de defeitos, mas existem alguns que reconhecem suas fragilidades e entram no barco, escolhem confiar, esses são os cristãos. O mundo, hoje em dia, vive uma onda de auto-suficiência e só quem reconhece a própria insignificância consegue ser cristão de verdade. Só quem sabe que não é capaz, que não é digno consegue entregar sua vida nas mãos de Deus e reconhecer Jesus como seu Senhor.
Não estou gritando “sou salvo”
Mas sussurrando “estou perdido”
“E por isso escolhi este caminho”
Quando digo que sou cristão
Não digo isso com orgulho
Mas estou confessando que caio
E preciso de alguém como guia
Quando digo que sou cristão
Não estou tentando ser forte
Mas declarando que sou fraco
E oro por força para continuar
Quando digo que sou cristão
Não me vanglorio de sucesso
Ao contrário, admito que falhei
E nunca poderei pagar a dívida
Quando digo que sou cristão
Não afirmo ser perfeito
Minhas faltas são óbvias
Deus, porém, me considera digno
Quando digo que sou cristão
Ainda sinto a dor arder
Tenho eu mesmo minhas melancolias
E é por isso que busco Seu nome
Quando digo que sou cristão
Não desejo julgar
Não tenho tal autoridade
Sei apenas que sou amado.
_________________________________________________________________________________
Esse poema expressa muito a bem a sensação que tenho sobre o cristianismo, ao contrário do que muitos pensam (inclusive, cristãos!) não existe super-cristão. Estamos todos no mesmo mar, somos cheios de defeitos, mas existem alguns que reconhecem suas fragilidades e entram no barco, escolhem confiar, esses são os cristãos. O mundo, hoje em dia, vive uma onda de auto-suficiência e só quem reconhece a própria insignificância consegue ser cristão de verdade. Só quem sabe que não é capaz, que não é digno consegue entregar sua vida nas mãos de Deus e reconhecer Jesus como seu Senhor.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
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