segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tremores atingem Guatemala, El Salvador e Argentina


Do UOL Notícias*
Um terremoto de magnitude 6 na escala Richter atingiu o litoral do Pacífico da Guatemala perto da fronteira com El Salvador nesta segunda-feira (18), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O Serviço disse que o epicentro do tremor foi a 97 km sudeste da Cidade da Guatemala e teve profundidade de 103 km.

Na Argentina, um tremor de 5,5 graus na escala Richter sacudiu esta segunda-feira a província andina de San Juan (oeste), mas sem causar danos ou vítimas, segundo o Instituto de Prevenção Sísmica (Inpres).

O movimento teve seu epicentro localizado a 30 km a noroeste da capital de San Juan (1.265 km a oeste de Buenos Aires) e a uma profundidade de 113 km.

No domingo, outro movimento, de 6,3 graus, foi registrado na costa do extremo sul argentino.

* Com informações da Reuters e AFP

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Diante de tantos terremotos fica difícil não lembrar do seguinte versículo bíblico:
"Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares". Mateus 24:7. Esse versículo é falado por Jesus como uma profecia dos "princípio das dores", um período que antecede os fim dos tempos. Segundo a Bíblia já estamos vivendo os últimos dias, a vinda de Jesus Cristo está próxima e os sinais são visíveis.

"Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir." Atos 1,11
Serão coincidências as profecias bíblicas?

Centenas de desabrigados são vistos no avião C-17 Globemaster no aeroporto de Porto Príncipe. Eles serão levados para Orlando, na Flórida.



Fonte: UOL

Equipes de TV australianas salvam criança haitiana


Duas equipes de televisão australianas resgataram uma criança de 18 meses dos escombros de edifícios que desabaram devido ao terremoto que atingiu o Haiti na última terça-feira.

As imagens do salvamento foram capturadas pela rede de televisão "Seven" e as imagens, que correram o mundo, mostram o correspondente da "Seven", Mike Amor, segurando a criança e dando água a ela.

O produtor e intérprete do canal "Nine" no Haiti, Deiby Celestino, entrou no meio dos escombros, chamou pela criança em uma das línguas locais, o crioulo, e então, aos poucos, emergiu do fundo dos escombros o rosto de um bebê de 18 meses


De acordo com o jornal "The Australian", as equipes do canal "Nine" e do canal "Seven" tinham ido para uma área nos arredores da capital, Porto Príncipe, onde muitas casas foram destruídas, para esperar uma entrevista com um funcionário australiano da organização de caridade "Save de Children".

Enquanto os jornalistas esperavam, moradores que estavam no local avisaram que estavam ouvindo um choro de criança vindo dos escombros.

"Andamos por cerca de três metros na encosta de casas completamente destruídas", disse ao jornal o repórter da rede Nine Robert Penfold.

"Tivemos que andar sobre destroços, painéis de lata, pular de volta para uma camada de concreto, onde quatro homens estavam, apontando, e então ouvimos o choro, vindo de algum lugar embaixo", acrescentou.

O câmera da equipe do canal Nine, Richard Moran, colocou a câmera com um microfone na cavidade para tentar ver de onde vinha o choro e depois ajudou a retirar pedaços de concreto do local.

Emoção
O produtor e intérprete do canal "Nine" no Haiti, Deiby Celestino, entrou no meio dos escombros, chamou pela criança em uma das línguas locais, o crioulo, e então, aos poucos, emergiu do fundo dos escombros o rosto de um bebê de 18 meses.

"Do meio das ruínas veio esta garotinha e nunca vou me esquecer. Ela não chorou. Ela parecia espantada, quase como se estivesse vendo o mundo pela primeira vez", acrescentou Penfold.

O repórter do canal "Seven", Mike Amor, disse ao jornal australiano que "aquele momento estava além da notícia".

"Nunca vi algo tão extraordinário desde o nascimento do meu próprio filho. A emoção para todos nós foi incrível", afirmou.

"Todos nós estávamos concentrados naquela garotinha e, como qualquer um de nós pode contar, foi Deiby (Celestino) que foi para aquele buraco, e cavou, até conseguir tirar a menina. Ele é o herói", disse Amor ao "The Australian".

domingo, 17 de janeiro de 2010

Jurista complica

Novo exame da OAB será nacional, afirma organização


Ivan Richard
Da Agência Brasil

Alvo de constantes críticas devido aos altos índices de reprovação e denúncias de fraude, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) anunciou neste domingo (17) que, a partir de agora, o seu exame jurídico, para aqueles que querem atuar na profissão, será realizado de forma nacional. A prova da OAB será a mesma nas 27 seccionais da ordem no país.

O presidente Nacional OAB, Cezar Britto, comemorou a mudança, uma promessa de sua gestão. Por meio de nota, Britto afirmou que a mudança tornará o exame da OAB mais eficaz. No formato atual, os índices de reprovação do exame variam entre 60% e 70%.

"Hoje é um dia histórico porque nasce o mais abalizado instrumento de análise, controle e fiscalização dos cursos de direito no país. A OAB, o MEC (Ministério da Educação) e a sociedade terão agora um instrumento eficaz para combater a ganância e a mercantilização do ensino jurídico", disse o presidente da OAB, em nota.

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O Exame da Ordem é uma forma eficaz de selecionar os milhares de estudantes de Direito provenientes das mais diversas faculdades do país, mas só uma coisa me incomoda profundamente: porque só os acadêmicos de Direito passarem por esse tipo de seleção? Nós vemos todos os dias pessoas morrendo por total imperícia médica, construções ruindo e matando inúmeras pessoas por causa da negligência e imperícia de engenheiros e tantos outros efeitos advindos de má formação acadêmica proporcionada por faculdades que nem deveriam existir a alunos que nem deveriam assim ser chamados. Mais um crítica: e a reciclagem desses advogados aprovados na OAB e que anos depois se mostram totalmente desatualizados, mas continuam no mercado, atrapalhando a vida de gente de bem?
Mas no Brasil é assim: passou na OAB (nem que seja por sorte)é advogado. Vai entender...

Fé e rede.



Pense em se pendurar em uma rede armada a 6 ou 7 metros de altura, sobre estruturas das quais você não sabe a origem ou estado de conservação. E mais: não basta sentar na rede com todos os músculos preparados para, em caso de emergência, saltar, é necessário deitar-se e relaxar totalmente. Ao olhar para baixo tudo o que se vê é a distante firmeza do solo, a enorme possibilidade de uma queda e a inevitável certeza de que qualquer deslize acarretaria uma enorme quantidade de ossos quebrados, no mínimo.
Para se ter coragem para tal ato seria necessária uma enorme confiança de que as cordas foram bem atadas a uma parede firme, afinal são 6 metros, é um caso de vida ou morte.
Uma das definições do que é fé que mais mexeu comigo foi a que Bruce Olson sugere em “Por esta cruz te matarei”: Crer em Cristo é atar as cordas de sua rede a Ele, é suspender sua rede – vida – nEle.
Então entendi que fé é expulsar todo medo e descansar, somente descansar em Cristo, mesmo que situação não seja das mais fáceis. Até porque o problema não está em confiar, mas em quem confiar, assim, se conhecemos à Deus e sabemos que Ele é bom, fiel e poderoso, então poderemos atar nossa rede à Ele, confiando que Ele não nos abandonará e que Ele nunca perderá as forças, Ele poderá, sempre, nos segurar.
Ter fé é andar sobre o mar em fúria sob a ordem do Mestre; é confiar no que não se vê; é ter absoluta certeza nas coisas que somente esperamos; é não se mover da promessa mesmo quando ela parece tão distante; é ver o invisível, confiar no impossível; é subir na rede, deitar os dois pés para dentro, dormir e somente esperar que Deus faça o resto.
Ter fé é ter certeza de que a rede não vai rasgar mesmo estando tão velha; é saber que as cordas já puídas irão agüentar firmes todo o nosso peso; que as paredes não vão ceder; é sentir o vento e o balanço da rede que poderiam trazer um enorme pavor, como música e dança.
Crer é saber que o dia vai amanhecer mesmo quando as trevas reinam, é ter absoluta certeza de que não se vai morrer, mesmo quando bombas explodem ao seu redor, armadilhas estão por toda parte, muitos já estão destruídos, a angústia e o pavor da morte nos cercam.
Isso é ter fé.
Encha o seu coração de fé e dê quantos passos ainda for necessário em direção à vitória, Deus está contigo.

By: Timaretha de Oliveira

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Haitianos cantam músicas religiosas nas noites ao ar livre



Na assustadora escuridão da noite haitiana, grupos de pessoas encolhidas ao ar livre cantam canções religiosas em busca de proteção e solidariedade depois do terremoto devastador desta semana. Os cantos e as palmas, principalmente das mulheres, ecoam de morro em morro, de rua em rua, enquanto os haitianos rezam por seus mortos e pedem a Deus que lhes poupe de mais sofrimentos.

Se o onipresente canto reconforta, os gritos e soluços de crianças feridas - algumas deitadas na rua, apertando feridas ensanguentadas -- lembram de forma assombrosa que ainda há muito sofrimento para ser amparado no Haiti, o país mais pobre das Américas, onde estima-se que dezenas de milhares de pessoas tenham morrido no tremor de magnitude 7,0, ocorrido na terça-feira, 12.

"Oh, meu Deus, quem vai ajudar o meu país agora?", dizia Manuel Deheusch, empresário haitiano que veio às pressas da vizinha República Dominicana para verificar a situação de amigos, parentes e bens.

"O mundo tem de nos ajudar agora. Não podemos resolver essa confusão sozinhos", acrescentou ele, chacoalhando a cabeça e sussurrando os nomes de famílias cujas casas ele viu destruídas ao percorrer Porto Príncipe de carro no começo da noite.

Muitos corpos permanecem nas ruas, alguns intocados, outros cobertos por tecidos. Dois cadáveres estão bem em frente ao hotel Villa Créole, onde jornalistas e equipes humanitárias pernoitam.

"Esta é uma tarefa quase impossível", disse um voluntário, tentando auxiliar dezenas de haitianos feridos e assustados que permanecem em frente ao hotel, também danificado pelo tremor.

SOLDADOS EM CHOQUE

Por enquanto, a ajuda emergencial parece tímida. A vizinha República Dominicana enviou alguns caminhões com ajuda e umas poucas ambulâncias, que deixaram o Haiti com sirenes ligadas, levando alguns feridos, antes do anoitecer de quarta-feira, 13.

Na cidade, os haitianos vasculham os escombros desesperadamente, procurando entes queridos.

"A ajuda veio de fora agora porque a capacidade das organizações de ajuda dentro foi destruída", disse Mike Stewart, diretor local da entidade Esperança para o Haiti, que montou um mini-hospital em frente ao Villa Créole. Seus funcionários atendem principalmente pacientes com fraturas e hemorragias internas.

"Dez pessoas que chegaram até nós já morreram", disse Stewart. "Haverá mais mortes até de manhã. Precisamos operar, mas não temos equipamento. Todas as organizações de ajuda sofreram um enorme golpe, prédios destruídos, pessoas mortas, e assim por diante."

As tropas de paz da ONU - são 9.000 soldados, sob comando do Brasil - estão nas ruas, mas parecem chocadas, sobrecarregadas e preocupadas com a sua própria situação.

"Ainda não consegui nem ligar para a minha mulher. Ela deve pensar que estou morto", disse um militar chileno que não quis se identificar.

Ele e alguns colegas de outros países latino-americanos, usando os capacetes azuis que identificam a força da ONU, estavam sentados em uma fila de veículos -- inclusive um trator, uma escavadeira e dois guindastes - diante de uma rua coberta de entulhos, que eles deveriam desobstruir.

"Por onde começamos? Olha só isso", disse o soldado. "E imagine como está nas áreas aonde não conseguimos chegar."

Enquanto tentam absorver a magnitude do que aconteceu, os moradores de Porto Príncipe ficam aterrorizados também pelos tremores secundários e os saques. O repórter não viu um único policial nas ruas da capital.

Dois tremores secundários ocorreram na quarta-feira, 13, causando gritos de terror nas ruas e fazendo as pessoas fugirem dos edifícios que continuam em pé.

Embora o Haiti já tenha tido muita violência no passado, se vê uma atmosfera estoica e estranhamente calma nas ruas. Desconhecidos pedem educadamente que doe uma garrafa de água, que é rapidamente compartilhada entre muitos necessitados.


Data: 14/01/2010
Fonte: Reuters