Estou aqui e tenho passado por tanta coisa... Tenho aprendido de mim, de tentação, de lutas e provações, tenho visto em mim essa luta entre carne e espírito, tenho visto minha alma se dividir entre santidade e pecado, vida e morte, Deus e o diabo. É fácil entender quando alguém diz, mas só quando sinto em mim posso entender de verdade.
Ás vezes parece tão fácil desistir de tudo, se deixar cair e entregar os pontos, dói, tem algo em mim que não suporta mais, cansei de esperar, as lutas tiraram minha força e como Jesus na cruz eu tenho outra opção, eu posso simplesmente desistir de tentar vencer. E eu que pensava que essas coisas só aconteciam com os outros, agora estou aqui chorando de necessidade, de fraqueza. E já nem posso pôr a culpa em Adão, afinal Jesus me deu outra chance. Agora entendo a parábola dos dois caminhos, eu até posso sentir minha carne me puxar para o caminho largo, lá tem tantas coisas, tanto prazer... mas com mais um pouco de esforço, luto para erguer os olhos e contemplar um homem com as mãos furadas no fim de um caminho apertado e espinhoso, esse homem me
espera com os braços abertos e eu sinto (mesmo sem saber explicar como) que Ele tem tanta paz pra mim, tanto amor, tanta felicidade. Sabe, isso deve ser o que chamam de fé, Ele está longe, mas eu posso sentí-Lo perto, falando aos meus ouvidos, esforçando meus pés, me chamando com Sua doce voz e me prometendo uma vida diferente, algo mais, algo que nada desse mundo pode me dar,
me prometendo Sua presença, seu amor...
E isso parece me encher de vida, de esperança, de forças...
Isso me é suficiente.
Essencial é a liberdade de expressar quem sou, de me desvendar, de viver a vida como ela é, sem esquecer de tentar mudar um pouco aqui ou ali. Essencial é amar, sem escolher, sem entender, só amar. Essencial é a esperança, que pode fazer um enlutado ter coragem de tentar tudo de novo. Essencial é a fé, que me faz crer em algo que não posso ver, mas que sinto Seu agir em meu ser. Essencial é ser chamado de louco, mas mesmo assim não desistir de sonhar, de amar, de ser diferente, de viver.
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Monstros domados...
Personalidades são forjadas ao longo de vários anos, nos quais nossas experiências, sofrimentos, decepções, amizades, alegrias e muito mais constróem nossa personalidade. Mas muita coisa é natural, nascemos assim e até poderemos morrer assim.
Muitas vezes lutamos desenfreadamente para mudar nossas personalidades, para fugir de quem somos, e a cada dia isso me parece mais difícil. Quando a gente abre as portas até então travadas, entra nos sótãos, ou nas salas abandonadas encontramos coisas que nos aterrorizam, nos trazem ânsia e é difícil conviver com quem descobrimos ser. Os monstros presos em nós querem saltar para fora e custam a ser dominados.
Mas existe uma outra coisa importante em nossas vidas: escolhas. Somos produto daquilo que somos e de nossas escolhas. São muitas as coisas que nos envergonham, mas temos a oportunidade de escolher entre liberar ou lutar contra aquilo que é mais vergonhoso em nós. Ninguém é prisioneiro de sua personalidade. Elas foram feitas para serem moldadas. E é a forma como moldamos nossa personalidade ou fazemos as escolhas em nossas vidas que definem o nosso caráter. Esse sim diz quem somos, esse sim nos aprisiona.
Muitas vezes lutamos desenfreadamente para mudar nossas personalidades, para fugir de quem somos, e a cada dia isso me parece mais difícil. Quando a gente abre as portas até então travadas, entra nos sótãos, ou nas salas abandonadas encontramos coisas que nos aterrorizam, nos trazem ânsia e é difícil conviver com quem descobrimos ser. Os monstros presos em nós querem saltar para fora e custam a ser dominados.
Mas existe uma outra coisa importante em nossas vidas: escolhas. Somos produto daquilo que somos e de nossas escolhas. São muitas as coisas que nos envergonham, mas temos a oportunidade de escolher entre liberar ou lutar contra aquilo que é mais vergonhoso em nós. Ninguém é prisioneiro de sua personalidade. Elas foram feitas para serem moldadas. E é a forma como moldamos nossa personalidade ou fazemos as escolhas em nossas vidas que definem o nosso caráter. Esse sim diz quem somos, esse sim nos aprisiona.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Um amor para recordar
Em minha alma há uma bela canção
Que há tempos eu tento expressar
Com palavras também
E me vejo num frio sem fim
Mesmo assim posso ouvir
sua voz entoando outra vez
Então eu vou me repousar
E ergo as mãos ao céu para orar
Pra que eu seja sempre seu
Pra que eu seja sempre seu, pois sei que meu alento é você.
Quero ouvir as cantigas dos céus
das galáxias dançando e sorrindo alegres também
Se os meus sonhos tão longe eu sentir
Cante ao menos canções de seus planos para mim outra vez
Então eu vou me repousar
E ergo as mãos ao céu para orar
Pra que eu seja sempre seu
Pra que eu seja sempre seu, pois sei que meu alento é você.
Eu dou meu destino a Ti
e tudo que há em mim
quero sua música
cantada com todo o meu ser
com meu fôlego sim
devolvo tudo a ti
Que há tempos eu tento expressar
Com palavras também
E me vejo num frio sem fim
Mesmo assim posso ouvir
sua voz entoando outra vez
Então eu vou me repousar
E ergo as mãos ao céu para orar
Pra que eu seja sempre seu
Pra que eu seja sempre seu, pois sei que meu alento é você.
Quero ouvir as cantigas dos céus
das galáxias dançando e sorrindo alegres também
Se os meus sonhos tão longe eu sentir
Cante ao menos canções de seus planos para mim outra vez
Então eu vou me repousar
E ergo as mãos ao céu para orar
Pra que eu seja sempre seu
Pra que eu seja sempre seu, pois sei que meu alento é você.
Eu dou meu destino a Ti
e tudo que há em mim
quero sua música
cantada com todo o meu ser
com meu fôlego sim
devolvo tudo a ti
Sonho Impossivel
Pimentas do Reino
Composição: TICÃO FONTES
Um sonho impossivel
Uma realidade distante
Um desejo tao presente
Uma verdade diferente
Uma ilusao que maltrata
É esperança que não se acaba
Uma paixao que não se tem
Um horizonte muito alem
Voce é tanta coisa impossivel
Muito alem do simples querer
Minha dificil realizacao
E acordo na realidade da ilusao
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Fernando Pessoa
Meu coração é uma barca
Que não sabe navegar
Fernando Pessoa me entendendo perfeitamente...
Que não sabe navegar
Fernando Pessoa me entendendo perfeitamente...
terça-feira, 12 de maio de 2009
"Estupro psicológico estatal" sobre os cristãos
BRASIL (*) - Não existe qualquer epidemia de violência contra os homossexuais neste país, mas, mesmo que houvesse, nenhuma lei contra opiniões religiosas poderia fazer nada para detê-la, pela simples razão de que, fora dos países islâmicos, casos de violência anti- homossexual por motivo de crença religiosa são a raridade das raridades, e no Brasil até agora não se comprovou nenhum. Rigorosamente nenhum.
Em compensação, a lei tornaria automaticamente criminosos e sujeitaria à pena de prisão milhões de brasileiros honestos, cujo único delito é acreditar na Bíblia. Eles poderiam ser presos não só por ler em voz alta versículos tidos como "homofóbicos", mas por protestar contra qualquer casal gay que, por mera provocação ou genuína falta de autocontrole, se afagasse com a maior impudência dentro de uma igreja, quanto mais numa praça pública.
Os gays, indefesos como todo o restante da população num país que tem 50 mil homicídios por ano, continuariam tão sujeitos quanto agora à truculência de assassinos e estupradores – estes últimos necessariamente homossexuais eles próprios, no caso –, mas estariam protegidíssimos contra o apelo suave do Evangelho que os convoca a mudar de vida.
Destruição da comunidade cristã
Alegar que essa lei (PL122/06) se destina à proteção da comunidade gay é cinismo; ela se destina, isto sim, à destruição da comunidade cristã, sem nada oferecer aos homossexuais em troca, apenas dando à parcela politizada e anti-religiosa deles a satisfação sadística de alegrar-se com a desgraça alheia. Desgraça tanto mais satisfatória, a seus olhos, quanto mais injusta, arbitrária e sem motivo.
Se algum dia houve no Brasil uma proposta de lei desprovida de qualquer razão de ser além do puro ódio, é essa.
Mas não é somente sobre os cristãos que ela despeja esse ódio. É sobre toda a concepção do Estado democrático, do governo do povo pelo povo. Não há um entre os proponentes dessa lei que o ignore, nem um só que não se regozije com isso.
No Estado democrático, o governo é a expressão da vontade popular e, portanto, da cultura reinante. Ele pode elevá-la e aperfeiçoá-la, mas o próprio fundamento da sua existência consiste em respeitá-la e protegê-la.
Na nova concepção imposta pela elite globalista iluminada, o Estado é o "agente de transformação social", a vanguarda da "revolução cultural" incumbida de fazer o povo gostar do que não gosta, aprovar o que não aprova, cultuar o que despreza e desprezar o que cultuava.
É o órgão do estupro psicológico permanente, empenhado em chocar, escandalizar e contrariar a alma popular até que esta se renda, vencida pelo cansaço, e passe a aceitar como decreto da Providência, como fatalidade natural inevitável, o que quer que venha da burocracia dominante.
Olavo de Carvalho, jornalista e filósofo
Texto retirado do site do Portas Abertas.
Em compensação, a lei tornaria automaticamente criminosos e sujeitaria à pena de prisão milhões de brasileiros honestos, cujo único delito é acreditar na Bíblia. Eles poderiam ser presos não só por ler em voz alta versículos tidos como "homofóbicos", mas por protestar contra qualquer casal gay que, por mera provocação ou genuína falta de autocontrole, se afagasse com a maior impudência dentro de uma igreja, quanto mais numa praça pública.
Os gays, indefesos como todo o restante da população num país que tem 50 mil homicídios por ano, continuariam tão sujeitos quanto agora à truculência de assassinos e estupradores – estes últimos necessariamente homossexuais eles próprios, no caso –, mas estariam protegidíssimos contra o apelo suave do Evangelho que os convoca a mudar de vida.
Destruição da comunidade cristã
Alegar que essa lei (PL122/06) se destina à proteção da comunidade gay é cinismo; ela se destina, isto sim, à destruição da comunidade cristã, sem nada oferecer aos homossexuais em troca, apenas dando à parcela politizada e anti-religiosa deles a satisfação sadística de alegrar-se com a desgraça alheia. Desgraça tanto mais satisfatória, a seus olhos, quanto mais injusta, arbitrária e sem motivo.
Se algum dia houve no Brasil uma proposta de lei desprovida de qualquer razão de ser além do puro ódio, é essa.
Mas não é somente sobre os cristãos que ela despeja esse ódio. É sobre toda a concepção do Estado democrático, do governo do povo pelo povo. Não há um entre os proponentes dessa lei que o ignore, nem um só que não se regozije com isso.
No Estado democrático, o governo é a expressão da vontade popular e, portanto, da cultura reinante. Ele pode elevá-la e aperfeiçoá-la, mas o próprio fundamento da sua existência consiste em respeitá-la e protegê-la.
Na nova concepção imposta pela elite globalista iluminada, o Estado é o "agente de transformação social", a vanguarda da "revolução cultural" incumbida de fazer o povo gostar do que não gosta, aprovar o que não aprova, cultuar o que despreza e desprezar o que cultuava.
É o órgão do estupro psicológico permanente, empenhado em chocar, escandalizar e contrariar a alma popular até que esta se renda, vencida pelo cansaço, e passe a aceitar como decreto da Providência, como fatalidade natural inevitável, o que quer que venha da burocracia dominante.
Olavo de Carvalho, jornalista e filósofo
Texto retirado do site do Portas Abertas.
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