segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um amor para recordar

Em minha alma há uma bela canção
Que há tempos eu tento expressar
Com palavras também
E me vejo num frio sem fim
Mesmo assim posso ouvir
sua voz entoando outra vez

Então eu vou me repousar
E ergo as mãos ao céu para orar
Pra que eu seja sempre seu
Pra que eu seja sempre seu, pois sei que meu alento é você.

Quero ouvir as cantigas dos céus
das galáxias dançando e sorrindo alegres também
Se os meus sonhos tão longe eu sentir
Cante ao menos canções de seus planos para mim outra vez

Então eu vou me repousar
E ergo as mãos ao céu para orar
Pra que eu seja sempre seu
Pra que eu seja sempre seu, pois sei que meu alento é você.

Eu dou meu destino a Ti
e tudo que há em mim
quero sua música
cantada com todo o meu ser
com meu fôlego sim
devolvo tudo a ti

Sonho Impossivel


Pimentas do Reino
Composição: TICÃO FONTES

Um sonho impossivel
Uma realidade distante
Um desejo tao presente
Uma verdade diferente

Uma ilusao que maltrata
É esperança que não se acaba
Uma paixao que não se tem
Um horizonte muito alem

Voce é tanta coisa impossivel
Muito alem do simples querer
Minha dificil realizacao
E acordo na realidade da ilusao

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fernando Pessoa

Meu coração é uma barca
Que não sabe navegar


Fernando Pessoa me entendendo perfeitamente...

terça-feira, 12 de maio de 2009

"Estupro psicológico estatal" sobre os cristãos

BRASIL (*) - Não existe qualquer epidemia de violência contra os homossexuais neste país, mas, mesmo que houvesse, nenhuma lei contra opiniões religiosas poderia fazer nada para detê-la, pela simples razão de que, fora dos países islâmicos, casos de violência anti- homossexual por motivo de crença religiosa são a raridade das raridades, e no Brasil até agora não se comprovou nenhum. Rigorosamente nenhum.

Em compensação, a lei tornaria automaticamente criminosos e sujeitaria à pena de prisão milhões de brasileiros honestos, cujo único delito é acreditar na Bíblia. Eles poderiam ser presos não só por ler em voz alta versículos tidos como "homofóbicos", mas por protestar contra qualquer casal gay que, por mera provocação ou genuína falta de autocontrole, se afagasse com a maior impudência dentro de uma igreja, quanto mais numa praça pública.

Os gays, indefesos como todo o restante da população num país que tem 50 mil homicídios por ano, continuariam tão sujeitos quanto agora à truculência de assassinos e estupradores – estes últimos necessariamente homossexuais eles próprios, no caso –, mas estariam protegidíssimos contra o apelo suave do Evangelho que os convoca a mudar de vida.

Destruição da comunidade cristã

Alegar que essa lei (PL122/06) se destina à proteção da comunidade gay é cinismo; ela se destina, isto sim, à destruição da comunidade cristã, sem nada oferecer aos homossexuais em troca, apenas dando à parcela politizada e anti-religiosa deles a satisfação sadística de alegrar-se com a desgraça alheia. Desgraça tanto mais satisfatória, a seus olhos, quanto mais injusta, arbitrária e sem motivo.

Se algum dia houve no Brasil uma proposta de lei desprovida de qualquer razão de ser além do puro ódio, é essa.

Mas não é somente sobre os cristãos que ela despeja esse ódio. É sobre toda a concepção do Estado democrático, do governo do povo pelo povo. Não há um entre os proponentes dessa lei que o ignore, nem um só que não se regozije com isso.

No Estado democrático, o governo é a expressão da vontade popular e, portanto, da cultura reinante. Ele pode elevá-la e aperfeiçoá-la, mas o próprio fundamento da sua existência consiste em respeitá-la e protegê-la.

Na nova concepção imposta pela elite globalista iluminada, o Estado é o "agente de transformação social", a vanguarda da "revolução cultural" incumbida de fazer o povo gostar do que não gosta, aprovar o que não aprova, cultuar o que despreza e desprezar o que cultuava.

É o órgão do estupro psicológico permanente, empenhado em chocar, escandalizar e contrariar a alma popular até que esta se renda, vencida pelo cansaço, e passe a aceitar como decreto da Providência, como fatalidade natural inevitável, o que quer que venha da burocracia dominante.

Olavo de Carvalho, jornalista e filósofo

Texto retirado do site do Portas Abertas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Olhos abertos para a fé


Na segunda reportagem da série sobre a China, o enviado especial de Christianity Today fala sobre a ação crescente dos cristãos no Gigante Asiático.

Com pouco mais de uma semana de viagem, eu me sentia supreendentemente confortável num país culturalmente tão diferente e desafiador quanto a China. Já havia aprendido a me comunicar com os motoristas de táxi, a andar de ônibus pelas cidades e – o mais impressionante – estava até conseguindo me virar nos restaurantes com menus escritos em mandarim. Uma noite, enquanto procurava uma igreja oficial, caí num bueiro destampado bem no meio de uma agitada área de compras da cidade de Taiyuan, na Província de Shanxi. Não me feri com gravidade, e quando levantei, sujo e com algumas escoriações, percebi que um grupo de pessoas formara um pequeno círculo ao redor de mim. Enquanto tentava explicar o que havia acontecido e para onde eu me dirigia, fui conduzido até um carro patrulha. O policial com quem falei ofereceu levar-me até a igreja, e assim o fez.
Este incidente propiciou-me um vislumbre do rápido crescimento da presença cristã naquele país. Viajei para a China com minha câmera fotográfica buscando ampliar minha compreensão sobre a situação do Cristianismo na mais populosa nação do mundo. E de lá retornei com a sensação de que o Espírito de Deus está movendo-se de uma maneira especial entre aquela gente. Quase todos os cristãos que conheci haviam se convertido nos últimos seis meses. Freqüentei tanto igrejas oficiais, que funcionam com a permissão do governo, quanto congregações domésticas clandestinas. Ao contrário do que freqüentemente somos tentados a pensar, as igrejas registradas não são comunidades apáticas ou subservientes ao governo socialista, mas congregações vibrantes e cheias de vida. Em relação às chamadas clandestinas, parece que a designação “igreja escondida”, pela qual por muito tempo foram conhecidas no Ocidente, já não se aplique hoje em dia. Ao contrário – cada vez mais os crentes têm saído à público e os recém-convertidos tendem a movimentar-se com liberdade entre ambos os grupos.
Como reflexo da transformação da economia chinesa, que já se ombreia com a das grandes potências mundiais, a sociedade chinesa está também passando por enormes mudanças. A crescente juventude de classe média está buscando um novo sentido para suas vidas, enquanto que as populações mais maduras anseiam por algo que preencha o vazio deixado pelo abandono das idéias marxistas. Durante a viagem, fiz minha primeira parada numa congregação doméstica em uma grande cidade da China central. Esta igreja havia nascido 15 anos atrás, na sala de estar de uma mulher que chamaremos de Yen. Ela ainda recorda a ligação de seus avós com missionários ingleses. Durante os anos de 1980, o interesse de Yen pela Bíblia cresceu grandemente, fazendo com que ela e sua família começassem uma reunião dominical em seu pequeno apartamento. Rapidamente, o grupo cresceu e, atualmente, Yen e seu marido são os pastores de uma igreja com 800 membros.
Nos domingos pela manhã, a congregação reúne-se no bem iluminado saguão de um imponente edifício público. Os encontros começam com cânticos. Eles então oram pelo governo, pedindo a Deus que conduza as autoridades à prática da justiça. No culto em que estive presente, nove dos muitos curiosos que se debruçavam sobre as muretas do andar de cima para observar acabaram se decidindo por Cristo. Após a reunião, os membros da igreja aproveitaram o domingo para visitar pessoas com debilidades físicas e mentais. É uma atividade comum para eles. Alguns dos membros da igreja chegam mesmo a adotar crianças especiais – algo raro e desafiador no contexto da cultura chinesa.

Refletindo Cristo – Mais tarde, passando pelas periferias de Pequim, visitei uma escola para filhos de trabalhadores migrantes, um segmento que tem crescido na proporção do avanço econômico do país. Só em Pequim, estima-se que haja 5 milhões de migrantes. O estabelecimento foi fundado e é dirigido por cristãos, assim como um orfanato. Embora as instalações fossem bastante modestas para os padrões europeu e americano, as crianças pareciam felizes e bem educadas. Na cidade, conheci ainda um jovem intelectual cujo passo inicial para a fé cristã foram as leituras do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard. Ele hoje está envolvido com a preparação de livros sobre o Cristianismo para o mercado acadêmico. Um outro cristão que conheci, ativista de direitos humanos, trabalhava num caso que visa o estabelecimento da igualdade de tratamento de pessoas deficientes perante as leis chinesas.
Em outra conversa, troquei idéias com um influente economista que descreveu sua convicção de que a fé cristã servia como combustível para a inovação. Para ele, os valores do Cristianismo são um quadro de referência fundamental para a justa utilização dos recursos econômicos de uma nação. Na tarde de outro domingo, fui convidado a subir ao vigésimo oitavo andar de um arranha-céu no coração de Pequim. Ali, no escritório de uma agência de publicidade, jovens profissionais – todos cristãos – realizam cultos de louvor a Deus toda semana.
Há ainda muitas outras iniciativas de cristãos que têm provocado impacto na sociedade chinesa. Uma delas é o Serviço Sempre-Verdejante (Shanxi Evergreen Service), sediado em Shanxi. O curioso nome homenageia o missionário norueguês Peter Torjesen, morto durante um ataque japonês da Segunda Guerra Mundial. Apelidado carinhosamente de Folha Sempre-Verdejante, Torjesen é honrado como mártir pelas autoridades locais. Em 1990, Finn Torjesen obteve autorização oficial para dar continuidade ao trabalho missionário de seu avô. Desde 1993, o Serviço Shanxi Sempre-Verdejante tem conseguido algo quase impossível: é uma entidade oficial chinesa de orientação evangélica, reconhecida pelos serviços filantrópicos que realiza. A instituição ensina técnicas agrícolas a famílias camponesas e disponibiliza recursos para o desenvolvimento comunitário, a educação e o aconselhamento familiar. Comprometidos com a idéia de que o modo como os cristãos podem melhor servir à China é sendo abertos sobre sua fé, seus integrantes estão obtendo resultados bastante expressivos. O serviço resume sua missão em quatro palavras: “Servindo Shanxi, refletindo Cristo”.
(Tradução: Leandro Marques)

Famintos por Jesus
Benjamin (nome fictício) é pastor de uma rede de igrejas domésticas urbanas na China. Convertido ao Evangelho em 1993 numa igreja oficial, estudou num seminário nos Estados Unidos e, de volta a seu país, tornou-se um plantador de igrejas. Nesta entrevista, ele fala sobre os desafios do trabalho cristão na China:

CRISTIANISMO HOJE – As autoridades governamentais interferem nas igrejas domésticas urbanas?
BENJAMIN – Desde 2000, a China tem se tornado mais e mais aberta. O governo está ciente de nossa existência. O governo chinês mantém um olho aberto e o outro fechado para a Igreja. Existem propostas de medidas legais para limitar a ação das igrejas domésticas em determinadas regiões, como Shangai. Há cinco anos, medidas similares foram propostas por autoridades em Pequim, mas acabaram não sendo implementadas e o movimento está crescendo sem problemas na capital. Esta nova abertura é uma realidade que ninguém pode subestimar. O Senhor tem nos protegido.

Qual a receptividade dos chineses à pregação do Evangelho?
As pessoas na China estão famintas para aceitar a Jesus. O Espírito Santo já abriu os seus corações. Elas estão correndo para as igrejas. Quando você organiza um encontro evangelístico e pergunta quem deseja receber a Cristo como Salvador, várias pessoas levantam as mãos.

De que maneiras a Igreja está influenciando o país neste momento?
Muitos chineses julgam os cristãos como sendo dignos de confiança. Se eles desejam contratar um funcionário, ou uma babá para cuidar de suas crianças, preferem um cristão. Isso acontece porque os cristãos têm boa reputação aqui. Durante muitas crises provocadas por desastres naturais na China, as igrejas têm se envolvido no trabalho de assistência nas áreas mais carentes, inspirando até mesmo a ação por parte do governo. As igrejas têm tido uma grande influência através do exemplo de boa conduta e moral dos crentes.
Gary Gnidovic

FONTE: Cristianismo Hoje
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É muito bom saber que tantas pessoas têm percebido a importância do Evangelho. Fico maravilhada com os testemunhos de fé e vida de um povo tão sofrido, que muitas vezes têm sido perseguido por sua fé. Gostaria de que o Brasil aprendesse mais com a China, que os não-cristãos persebessem que Cristo é a solução e que os cristãos fossem cada dia mais fiéis e impactantes como os chineses.
Deus abençõe a China! Deus abençõe o Brasil.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Tu não forças a uma flor que se abra.
A flor a abre Deus.
Tu plantas, regas e a guardas.
O demais faz Deus.

Tu não obrigas a que a alma creia.
A fé a dá Deus.
Tu oras, trabalhas, confias e esperas.
O demais faz Deus.

Tu não obrigas a um amigo que te ame.
O amor o dá Deus.
Tu serves, ajudas, em ti a amizade arde.
O demais faz Deus.


Violeta Caballero

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Países perseguidos e a posse de Obama

Ontem, a mídia e os sites mais importantes da China cobriram ao vivo a cerimônia de posse de Barack Obama em Washington. Na internet, o discurso completo está disponível em inglês, mas a tradução chinesa eliminou passagens consideradas “incômodas” para o governo. Os censuradores atacam três trechos em particular, quando o presidente dos Estados Unidos menciona que “gerações passadas enfrentaram o facismo e o comunismo não com mísseis e tanques, mas com alianças vigorosas e convicções duradouras”. A frase inteira foi retirada da versão publicada pela agência estatal Xinhua e pela Netease, um site popular entre os usuários chineses. A segunda referência explícita de Obama aos líderes mundiais que “colocam a culpa das desgraças da sociedade no Ocidente” também foi omitida. O terceiro trecho obstruído pela censura foi quando ele falou sobre “aqueles que chegam ao poder através da corrupção, fraude e calam os discordantes”, que, segundo ele, escolheram o “lado errado da história”. Na China Central Television, o principal canal de TV nacional, a transmissão ao vivo era interrompida todas as vezes que Obama fazia referência ao comunismo. Nenhuma notícia sobre a posse de Obama veio da Coreia do Norte, onde a mídia nacional estava preocupada em cobrir a viagem do ministro à Guinea. O Irã também deu preferência a uma manifestação que aconteceu em Tehran em favor da população palestina. O jornal conservador Kayhan Daily chamou Obama de Sionista (alguém que apoia a repatriação dos judeus em Israel), e nuvens continuam a se juntar no horizonte das relações entre os dois estados, principalmente enquanto a questão nuclear do Irã continuar aberta. Não há nenhum comentário da junta militar de Mianmar, enquanto a oposição alimenta a esperança de uma posição concreta do novo presidente contra a ditadura militar que governa com punho de ferro. No Afeganistão, o Talibã, que alegava “não ter problemas pessoais com Obama”, alertou o presidente a “aprender lições com os soviéticos” e retirar as tropas do país, deixando aos afegãos a tarefa de “decidir o futuro da nação”. Na Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin não escondeu seu ceticismo ao notar que “as mais amargas decepções normalmente resultam de grandes expectativas”. O presidente Israelense Ehud Olmert estava otimista, apesar de dizer que sob o governo de Obama, “iniciativas comuns serão tomadas para promover a estabilidade no Oriente Médio”. Na Indonésia, onde passou parte da infância, a posse de Obama foi recebida com comemorações e festas nas ruas, enquanto o presidente Susilo Bambag Yudhoyono previa que Obama “tem potencial para enfrentar a crise mundial”. A Tailândia também utilizou a medida financeira para examinar a nova administração americana. Enquanto isso, a Malásia pediu mais atenção para o “sudeste da Ásia”, há muito tempo ignorado por seu antecessor. Especialistas em política na Índia encorajaram Obama a continuar “no caminho do diálogo”, já deixado de lado pelo governo Bush.

Tradução: Deborah Stafussi
Fonte: AsiaNews
Portas Abertas